Movimento estudantil

Especialistas avaliam ocupações de escolas por estudantes

Patric Chagas

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Em uma de suas mais célebres canções, Chico Buarque questiona: "como vai proibir quando o galo insistir em cantar?". Passados mais de 40 anos desde que o  cantor e compositor carioca compôs Apesar de Você, seus versos estão mais próximos de uma resposta. Afinal, as jornadas de junho de 2013, que levaram milhões de jovens às ruas, ainda reverberam. Agora, amadurecida e com pautas definidas, a juventude voltou a fazer um barulho capaz de estremecer um dos mais importantes direitos sociais de uma nação que se auto intitula educadora. Convenhamos, não é preciso decorar a obra do influente educador brasileiro Paulo Freire para entender que todo o ensino é fundamental.

Santa Maria chega a seis escolas ocupadas por alunos

Responsável por formar cidadãos com vida ativa na sociedade, as instituições de ensino estão vivenciando um momento pleno de aprendizagem. E, nesse caso, quem dita o teor do processo, são os principais interessados: os estudantes. O movimento de ocupação das escolas começou, no final de 2015, com a luta contra a reorganização escolar anunciada pelo governo paulista e, depois, chegou a outros estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Goiás. No Rio Grande do Sul, a movimentação teve início em Porto Alegre, mas logo alcançou um impressionante grau de interiorização. Segundo dados da página Ocupa Tudo RS _ onde estão centralizadas informações sobre as ocupações em solo gaúcho_, apenas 25% das escolas engajadas são da Capital. Até a sexta-feira, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) falava em 170 colégios sob controle estudantil no Estado. O secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha, reconhece que são mais de cem.

Professores em greve fazem ato em Porto Alegre com apoio de estudantes que ocupam escolas 

A ocupação da Escola Estadual Cilon Rosa, uma das maiores da cidade com quase mil estudantes, completou 10 dias ontem. A iniciativa inspirou outros estudantes que também assumiram as outras institui. Com rotinas semelhantes, os ocupantes das instituições se dividem em comissões que são responsáveis por tarefas como cozinhar, limpar, pintar paredes, promoção de aulas públicas e "

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